Vantagens da NFC-e para o varejo e consumidores

Lojistas deixarão de gastar com a aquisição e manutenção de impressoras fiscais 

Brasileiros poderão receber documento de compra em seu e-mail

A Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e), documento eletrônico que substituirá as notas fiscais de venda ao consumidor e o cupom fiscal emitido por ECF, trará vantagens para o varejo, consumidores e governo. “Como a nota é validada de forma online pela Secretaria da Fazenda de cada estado e fica disponível no site da Sefaz, a sociedade ganha mais segurança ao poder verificar, pela internet e por qualquer dispositivo, se a sua compra foi realizada dentro das normas legais”, argumenta Marco Antonio Zanini, COO da NFe do Brasil.

Além disso, a NFC-e virá com um QR Code, que pode ser lido do celular com todas as informações da nota. “Para os governos, a vantagem está em poder controlar, em tempo real, as operações das empresas varejistas, diminuindo, assim, as fraudes”, assinala Zanini.

Segundo o executivo outra vantagem da NFC-e é o fato de ser mais sustentável, por diminuir o uso dos papéis. Isso porque a impressão do documento de compra vai se tornar desnecessária. O consumidor poderá recebê-lo diretamente em seu e-mail, via SMS ou consultar a operação no site da Secretaria.

Para os lojistas o principal benefício da NFC-e é permitir que eles dispensem as impressoras fiscais, que são onerosas tanto em sua aquisição quanto nas constantes manutenções. O investimento com esses periféricos pode ser direcionado para a área de tecnologia, com a compra de pontos de internet e computadores, por exemplo.

Já são 11 Unidades Federais com calendários de obrigatoriedades do uso da NFC-e publicados até o momento: Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Sergipe, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Os demais estados estão em processo de migração do EFC para NFC-e ou já são participantes do projeto piloto, mas sem cronograma de obrigatoriedade

Os fornecedores de hardware, software e periféricos já dispõem de soluções compatíveis com a NFC-e. Já existem no País até softwares gratuitos. Esses programas, em geral, funcionam em conjunto com um outro produto chamado PDV, que simula uma caixa registradora no computador. É aquele sistema encontrado em supermercados ou farmácias.

Apesar das inúmeras vantagens dessa tecnologia, existem alguns entraves para adotá-la. De acordo com Zanini um deles é a falta de padronização dos modelos de NFC-e entre os estados. São Paulo, por exemplo, onde o governo está adotando o Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (CF-e-SAT), estáindo na contramão do mercado. “Enquanto boa parte dos governos adotam modelos de software, menos caros e sem a necessidade de equipamentos diferenciados – além de um computador com acesso à internet e uma impressora simples -, o modelo paulista, mais complexo, pede a aquisição do equipamento SAT, composto de hardware e software específico”, explica.

Outra barreira são os problemas de acesso à Internet em algumas regiões do Brasil e a velocidade dos links. Isso deverá impactar diretamente no dia a dia do varejista, principalmente em horários de maior fluxo de clientes. A adoção de modelos diferenciados entre os estados também pode causar problemas para as empresas que atuam nacionalmente. Essas companhias terão que adquirir diferentes soluções para atenderem às normas e consumidores de diversos estados.

 

Fonte: EF

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