Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e): revolução no comércio e na sociedade

 Por Marco Zanini

Muito tem se falado sobre a implantação da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) no mercado nacional. Nos mesmos moldes da NF-e, obrigatória na operação entre pessoas jurídicas desde 2008, a NFC-e já está em vigor em alguns Estados do País e tem o objetivo de aumentar a transparência e combater a sonegação fiscal.

A NFC-e é um documento eletrônico de validade jurídica garantida por assinatura digital utilizado nas operações comerciais de venda presencial, ou venda para entrega em domicílio, ao consumidor final. Ela deve substituir os tradicionais cupons e acabar com as impressoras fiscais, que oneram o varejista tanto em sua aquisição como nas constantes manutenções.

Confira abaixo algumas vantagens da NFC-e e os desafios a serem enfrentados durante a sua implantação no mercado:

Vantagens

  1. Como a nota é validada de forma online pela Secretaria da Fazenda de cada estado e fica disponível no site da SEFAZ, a sociedade ganha mais segurança ao poder verificar, pela internet e por qualquer dispositivo, se a sua compra foi realizada dentro das normas legais.
  1. As novas notas eletrônicas virão com um QR Code, que pode ser lido do celular com todas as informações da nota.
  1. Para os governos, a vantagem está em poder controlar, em tempo real, as operações das empresas varejistas, diminuindo, assim, as fraudes.
  1. Sustentável, a NFC-e pode diminuir, também, o uso de papéis, já que a impressão do documento vai se tornar desnecessária ao passo que o consumidor poderá recebê-lo diretamente em seu e-mail, via SMS ou consultar a operação no site da Secretaria.

Desafios

  1. Barreira da internet, com problemas ao acesso em algumas regiões do Brasil, e a velocidade dos links, que pode impactar diretamente no dia a dia do varejista, principalmente em horários de maior fluxo de clientes.
  1. Falta de padronização dos modelos de NFC-e entre os estados. São Paulo, por exemplo, onde o governo está adotando o Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (CF-e-SAT), está indo na contramão do mercado. Enquanto boa parte dos governos adotam modelos de software, menos onerosos e sem a necessidade de equipamentos diferenciados – além de um computador com acesso à internet e uma impressora simples -, o modelo paulista, mais complexo, pede a aquisição do equipamento SAT, composto de hardware e software específico.
  1. Além de demandar um investimento maior do varejista, a adoção de modelos diferenciados entre os estados vai impactar, principalmente, as empresas que atuam nacionalmente, pois terão que adquirir diferentes soluções para atenderem às normas e consumidores de diversos estados.
  1. O mercado das micro e pequenas empresas precisará se inserir, muito em breve, no contexto da tecnologia para continuar operando. A obrigatoriedade da NFC-e impulsiona o crescimento e já existem projetos pensados para o modelo da nuvem para os próximos anos, o que vai facilitar ainda mais o uso da tecnologia pelos novos usuários. É preciso, portanto, que todos estejam alinhados e caminhando juntos em direção à maturidade tecnológica necessária para o crescimento do negócio.

Os pontos abordados acima são de autoria de Marco Antonio Zanini, COO da NFe do Brasil. O executivo está à disposição da imprensa para comentar a questão. Especializada em Inteligência Fiscal Eletrônica, a NFe do Brasil possui mais de mil clientes ativos no País nesse segmento, incluindo grandes corporações como Shell, Coca-Cola, Natura, Honda, Gerdau, Toyota e Ultragaz. A NFe do Brasil, pertencente ao grupo Globalweb Corp., é pioneira na implantação da Nota Fiscal Eletrônica em empresas brasileiras e já trabalha em soluções de NFC-e para atender a varejistas de todos os portes e segmentos.

*Sobre Marco Zanini

Zanini possui mais de 20 anos de experiência no mercado e é formado em Tecnologia da Informação – Processamento de Dados – pela Universidade Ibero-Americana. O executivo iniciou sua carreira na DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A, passando por empresas como True Access Consulting, Seil&TGR e SCUA. Em setembro de 2008, assumiu o cargo de diretor-geral da NFe do Brasil.

 

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