Governo adia votação da correção da tabela do Imposto de Renda

Congresso aprovou um reajuste maior, de 6,5%, que aumenta o número de isentos. Governo quer reajuste de 4,5%, abaixo da inflação.

Bom Dia Brasil – Governo adia votação da correção da tabela do Imposto de Renda

A Receita Federal anunciou uma mudança na declaração do Imposto de Renda: os médicos vão ter que informar o CPF dos clientes para evitar sonegação.

Mas o que todo mundo quer saber é se a correção da tabela será menor que a inflação, como quer o governo. No Congresso não tem nada resolvido.

O Congresso aprovou um reajuste maior, de 6,5%, que aumenta o número de isentos. A presidente vetou esse reajuste, que é de acordo com a inflação. O governo conseguiu empurrar para a semana que vem a votação da correção da tabela.

Mas antes de pensar na declaração do ano que vem é preciso preparar os documentos deste ano. O prazo para a entrega da declaração começa na segunda-feira.

Já separou os recibos, comprovantes de renda? A Receita Federal começa a receber as declarações na segunda-feira, 2 de março. Será também a estreia de um novo modo de preenchimento de dados. Se começar a fazer pelo computador, poderá terminar pelo celular ou tablet, por exemplo. É só ir salvando a informação que ela ficará arquivada até o envio.

Se preferir, pode começar desde já a fazer um rascunho, no próprio site, para agilizar.

Tem que declarar imposto de renda quem recebeu mais de R$ 26,816 mil.

A correção da tabela que está valendo e de 4,5%, mas o governo já está preocupado com a declaração que será entregue no ano que vem. É que o Congresso aprovou uma correção maior, de 6,5%, o que faria menos gente pagar imposto. A presidente Dilma vetou, disse que não tem como. Agora cabe ao Congresso manter ou não a decisão da presidente.

Pelos cálculos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais, o Sindifisco, a defasagem da tabela chega a 64,33% desde 1996. Na época, era isento quem ganhava nove salários mínimos ao mês. Hoje recebeu pouco mais de dois salários mínimos, paga.

A oposição quer os 6,5%. O governo, 4,5%. “Nós temos o Imposto de Renda com o leão, e os parlamentares que votarem contra a derrubada do veto serão vistos pelos eleitores como tigres mordendo o salário do trabalhador brasileiro”, afirma o senador Cássio Cunha Lima.

O governo tenta convencer os aliados de que as contas públicas estão apertadas. Por isso na segunda já foi assim: reunião para lá, para cá. O líder do governo trabalhou e terminou o dia com o PMDB. Ele evitou falar da correção do Imposto de Renda do ano que vem, mas disse que nesta terça o dia será, de novo, intenso. “Nós temos uma reunião de almoço aqui no palácio com os líderes da base. Será a primeira reunião que nós vamos fazer oficialmente com a base”, diz Jose Guimarães.

O que já é certo para a próxima declaração, de 2016, é que a fiscalização sobre profissionais liberais, como os da saúde, e advogados, ficará mais dura. Eles terão que informar o CPF de cada pessoa atendida, além do valor pago por ela.

“A partir dessa informação desse CPF já existe a possibilidade de cruzamento e uma diminuição das malhas”, afirma o subsecretário de arrecadação e atendimento Carlos Roberto Occaso.

Este ano, os contribuintes vão poder receber, pelo celular, mensagens da Receita sobre o andamento da declaração. É preciso cadastrar telefones para receber as informações. Toda vez que a declaração passar por uma etapa dentro do sistema da receita, o contribuinte vai receber uma mensagem de alerta.

Fonte: G1

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