Crescer é a principal preocupação das PMES

Estudo desenvolvido pela startup ContaAzul indica que entre prioridades de pequenas e médias estão o aumento do negócio e a melhoria da gestão, considerando o lucro como consequência.

As pequenas e médias empresas no Brasil (PMEs) estão mais preocupadas com o crescimento das operações do que com concorrência e lucro. Pelo menos é o que revela um estudo realizado pela startup catarinense ContaAzul, com mais de 7 mil companhias.

Segundo o relatório produzido no último ano, a mudança de pensamento do empreendedor se deve fortemente ao rejuvenescimento dessa classe, que no Brasil já está nas mãos de uma geração apontada como “muito diferente das gerações anteriores”, de acordo com o CEO da startup, Vinicius Roveda.

“As pessoas que hoje estão à frente de pequenos e médios negócios cresceram rodeadas por computadores no ambiente doméstico. Justamente por isso se tornaram mais comunicativas e culturalmente globais. É uma geração de empresários conectados pela internet”.

Preocupações

Roveda conta que a desburocratização do dia a dia de pequenos negócios permite a melhoria nos processos da empresa e também de sua performance. Além disso, é considerada prioridade dos líderes de PMEs, à frente de fatores tradicionais como o aumento potencial de lucros da companhia ou o monitoramento de produtos e serviços apresentado por concorrentes diretos.

“Quando perguntados sobre a maior dificuldade que o profissional enfrenta no cotidiano do negócio, em primeiro lugar vem a gestão do caixa e o planejamento de gastos; em segundo, o cumprimento de todas as tarefas; em terceiro lugar o tempo perdido com impostos e, por último, a preocupação com a concorrência”.

Sobre o tempo gasto com tributos, chama atenção o cenário tributário do Brasil, em comparação com países do mesmo continente, ou de nações longínquas, em regiões como América Latina, Ásia e também o Oriente Médio.

Segundo levantamento da Pricewaterhouse Coopers (PwC), o tempo gasto por essas companhias em documentação tributária chega a 2.600 horas anuais por aqui, ante 654 horas gastas no Equador, 78 horas utilizadas em Hong Kong e 12 horas registradas nos Emirados Árabes Unidos.

Expectativas

Outro dado que chama a atenção diz respeito à projeção do ano de 2015, esperada pelos proprietários das PMEs.

Na pesquisa, ao contrário do que esperavam os executivos da ContaAzul, 63% dos entrevistados esperam um ano positivo para os negócios, ante 21% que aguardam um ambiente neutro e a minoria de 16% que avalia projeção negativa. A respeito da satisfação ao gerir o negócio, os microempresários indicaram que o reconhecimento pela satisfação dos clientes (54%) e trabalhar gerindo o que gosta estão acima de quesitos conhecidos, como a obtenção de lucros (16%).

 

Fonte: DCI

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