Empresários protestam contra as elevadas cargas tributárias

Contra os impostos elevados eles comercializarão no dia 22, quinta-feira, produtos e serviços sem o valor dos tributos. Consumidor poderá adquirir gasolina, toalha, roupas, chinelo, escova de dente, sabão em pó, balde de cloro, assento sanitário, pão, almoço, petisco, dentre outros itens

Belo Horizonte, 19 de maio de 2014 – A próxima quinta-feira, 22, foi a data escolhida pelos empresários do setor de comércio e serviços para se manifestarem contra a alta carga tributária brasileira.  Neste dia diversos produtos e serviços serão comercializados sem o imposto e o consumidor poderá adquirir gasolina, toalha, roupas, chinelo, escova de dente, balde de cloro, almoço, petisco, dentre outros itens. O evento “Dia da Liberdade de Impostos” marca simbolicamente  a data em que os brasileiros passam a trabalhar para proveito próprio, já que antes disso todo o valor recebido era destinado ao pagamento de tributos (impostos, taxas e contribuições) exigidos pelo governo federal, estadual e municipal. O “Dia da Liberdade de Impostos” será realizado em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Manaus (AM), Vitória (ES), Caxias do Sul (RS), Brusque (SC), Chapecó (SC), Santa Rosa do S ul (SC), Lages (SC), Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Resende (RJ).

Nesta 8ª. edição em Belo Horizonte,  o evento que é realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e pelo Centro de Desenvolvimento Lojista Jovem (CDL Jovem) conta com o patrocínio do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) e apoio do CDL Jovem Nacional, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac), Associação Mineira de Supermercados (Amis) e portal Varejo 1.

Conscientização – O presidente da CDL/BH, Bruno Falci, explica que o objetivo do “Dia da Liberdade de Impostos” é conscientizar a população sobre a grande carga de impostos que incide, direta e indiretamente, sobre sua renda. “Na teoria, todos os impostos arrecadados nas três esferas do governo – federal, estadual e municipal – deveriam voltar para a sociedade em forma de serviços públicos. Mas não é isto o que sempre acontece. Na maioria das vezes, além do pagamento dos impostos, o cidadão tem que tirar do próprio bolso recursos para ter acesso a serviços básicos, como educação, saúde e segurança”, disse.

Prova disto é uma pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) que teve como objetivo avaliar o retorno dos impostos para o bem estar da sociedade em 30 países. E pela quinta vez consecutiva, o  Brasil foi considerado como a nação que proporciona o pior retorno de valores arrecadados como tributos em qualidade de vida para sua população. O Brasil fica atrás até dos vizinhos latino-americanos. O Uruguai ficou na 12ª. posição, e a Argentina ocupou o 24º. lugar no ranking.

Para o presidente do Minaspetro, Carlos Guimarães Jr., consciente dos impostos que pagam, é natural que a população comece a exigir uma maior contrapartida do governo em saúde, segurança, educação e bem-estar. “Além disso, o Dia da Liberdade de Impostos, mostra, claramente, que a maior parte do custo dos combustíveis (36%) vai diretamente para os cofres do governo.  A margem bruta dos postos não chega a 10% do preço final dos combustíveis”, explica.

Gasolina sem imposto – Como nas edições anteriores, um posto da capital mineira venderá gasolina a R$ 1,842 o litro, ou seja, com o desconto de 36% dos tributos diretos incidentes no produto, pagos pelo patrocinador. O posto participante é o Pica Pau (Avenida do Contorno, 10.325, Barro Preto). A ação é limitada a 102 automóveis e 120 motocicletas, mediante ordem na fila e sequência de senhas.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Fernando Júnior, adverte que os impostos consomem, em média, 32% de tudo o que as pessoas gastam com alimentação fora do lar. “Os bares e restaurantes, muitas vezes vistos como “vilões” pelos preços praticados, são reféns de astronômicos tributos diretos e indiretos e poderiam oferecer produtos com preço bem mais baixo se não tivéssemos uma carga tributária excessivamente onerosa, que prejudica não só o setor de alimentação fora do lar, como inibe o crescimento do nosso país”, afirmou.

Livro gigante – Quem comparecer ao posto no dia 22 também poderá conferir como é complicada a legislação tributária brasileira. Toda a burocracia da legislação foi colocada no papel, item por item, portaria por portaria, pelo advogado tributarista Vinicios Leoncio de Belo Horizonte. O resultado é um livro de 7,5 toneladas com 43.216 páginas, cada uma delas com 2,2 metros de altura por 1,4 metro de largura, que recebeu o título de “Pátria Amada”.

 

 

Fonte: Jornal Dia Dia

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