Imposto encarece item de Natal em 59%

As compras de Natal poderiam ficar bem mais baratas se não fosse a alta carga de tributos que está embutida nos produtos mais consumidos nesta época.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o peso dos impostos chega a 59,5% no preço final dos itens e o consumidor não consegue enxergar o retorno em serviços públicos de qualidade.

“Nem dá para ficar olhando muito, pois ficamos com muita raiva. A gente precisa comprar, principalmente agora, e não tem saída”, diz a cozinheira Marlene Dias, 53.

As bebidas alcoólicas como espumante e vinho são as que têm maior carga. Em seguida estão os panetones, 35% e as aves mais consumidas nesta época, como o peru, 29%.

“Como os impostos são calculados conforme o princípio da essencialidade, o peso é grande nesses produtos, que não são considerados básicos”, diz o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Alternativas

Ainda segundo Olenike, o consumidor acaba refém dos impostos, pois é difícil ter informações detalhadas sobre essa carga e ela está embutida em todos os produtos.

“Os importados, por exemplo, têm uma carga maior de impostos, porque vêm de fora. Por isso, a saída é pesquisar o preço final mesmo.”

Segundo o economista Matheus Franco, pedir a Nota Paulista em todas as compras é uma forma de o consumidor conseguir algum retorno direto desses impostos, com a devolução de créditos do programa.

Falta de reforma atrapalha avanço econômico

A grande discussão sobre o peso dos impostos está na falta de retorno para os cidadãos. Por isso, segundo o economista Matheus Franco, a reforma tributária é essencial para o País. “Mas se discute muito e nada sai do papel”, diz o economista.

Ainda segundo Franco, enquanto isso não acontece, o avanço econômico enfrenta uma barreira. Para Carla Fogácio, gerente de uma loja econômica no Centro de Ribeirão, se houvesse menos imposto, o produto custaria menos e haveria mais venda. “Como está, se sobra árvore de Natal, guardo para o próximo ano, mas o modelo pode envelhecer e encalhar.”

 

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Fonte: Jornal a cidade

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