Em junho, custo de serviços teve a maior aceleração deste ano

A inflação de serviços disparou 0,71% em junho, a maior aceleração do ano, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Ao mesmo tempo, o preço dos produtos vendidos no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo recuou pela primeira vez desde março do ano passado (-0,22%). Com esses resultados, a inflação conjunta de produtos e serviços subiu 0,23%, em média, no sexto mês de 2013.

Desde abril deste ano a Fecomercio passou a divulgar e a analisar a evolução dos preços de produtos e serviços de forma distinta. Para a FecomercioSP, a desaceleração do preço do conjunto de produtos e serviços pesquisados mostra que, apesar de o Banco Central (BC) ter demorado para reagir ao aumento da inflação, o aumento das taxas de juros começa a surtir efeitos.

O aumento da inflação do conjunto de produtos e serviços pesquisados em junho foi puxado pelos grupos vestuário (+0,51%), habitação (+0,47%) e transporte (+0,42%). A classe social que sofreu maior impacto com a alta de preços de produtos e serviços foi a D (+0,45%). O mesmo aconteceu no acumulado em 12 meses: a inflação para a classe D atingiu 6,14%, a maior alta dentre as classes pesquisadas. A classe D possui renda familiar entre R$ 976,59 e R$ 1.464,87.

A queda da inflação de produtos (excluídos os serviços), de 0,22%, foi puxada pelos transportes (-0,83%), saúde e cuidados pessoais (-0,26%), e alimentação e bebidas (-0,25%). A classe A foi a mais beneficiada com a diminuição em junho (-0,37%). Apesar da queda no sexto mês de 2013, em 12 meses, o indicador apresentou aumento de 6,42%, com produtos ligados à alimentação e bebidas expondo a maior inflação no período (+10,25%).

No sentido oposto dos preços de produto, os custos dos serviços aumentaram em junho. Os serviços que mais contribuíram para o acréscimo foram os ligados a transportes (+2,56%), a habitação (+0,55%) e à saúde e cuidados pessoais (+0,46%). Apesar da alta, a inflação acumulada em 12 meses ainda é inferior à de produtos (5,46% contra 6,42%).

Para julho, a FecomercioSP espera diminuição dos preços de serviços (com a queda nos transportes públicos e sem novas elevações da energia elétrica) e pouca pressão sobre produtos, já que não há indícios de que os alimentos voltarão a subir. Há, porém, probabilidade de elevações mais fortes em vestuários.

A pesquisa do IPS e do IPV utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens e o IPV, 181 artigos de consumo.

As faixas de renda variam de: até R$ 976,58 (E); de R$ 976,59 a R$ 1.464,87 (D); de R$ 1.464,88 a R$ 7.324,33 (C); de R$ 7.324,34 a R$ 12.207,23 (B); e acima de R$ 12.207,24 (A).

Fonte: DCI

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