Mercado cada vez mais disputado

As grandes fornecedoras de tecnologia para o sistema bancário demonstram otimismo em relação ao mercado para os próximos anos. As projeções de crescimento feitas pelas empresas apontam para uma alta de 20% anuais. Por isso, empresas disputam palmo a palmoesse nicho, que vem se tornando o mais dinâmico em toda a indústria de tecnologia.
Segundo Fabrício Royer, líder de soluções para a indústria de finanças da IBM Brasil, o cenário de juros mais baixos deve impulsionar esse mercado nos próximos anos. “Nossa previsão é de um crescimento anual de 15% a 20% nesse mercado nos próximos anos. Só para comparar, no ano passado, o crescimento da indústria de TI em todo o mundo foi de apenas 4,5%.”

Para Royer, esse ganho de eficiência virá não apenas da redução de custos, mas da criação de um relacionamento mais rentável com os clientes, por meio da integração do atendimento em plataformas multicanal. “O modelo de relacionamento terá de mudar. Essa integração de tecnologia é que vai permitir desenvolver uma relação de venda mais proativa e atender esse cliente de forma plena.”

Outro elemento que deve impulsionar o mercado de tecnologia bancária, segundo Royer, são as exigências do Acordo de Basileia 3 que, segundo o cronograma previsto pelo Banco Central, devem ser cumpridas pelos bancos brasileiros até 2019. “Há uma excelente oportunidade na área de gestão integrada de risco.”
Wilton Ruas, vice-presidente de automação da Itautec, também está otimista. “O investimento dos bancos em TI vem crescendo em média 10% ao ano e vislumbramos grandes oportunidades no mercado”, diz. Oportunidades na área de segurança, por exemplo. “Uma das nossas apostas é a gestão de identidade multibiométrica, uma solução que usa tecnologias de impressão digital e reconhecimento facial de forma combinada
ou suplementar”, explica.
Outra aposta da Itautec são Terminais de Atendimento Móveis. Os aparelhos contam com leitor de impressão digital, câmera fotográfica,
scanner de alta resolução, coletor de assinatura digital e leitor de cartões, e podem ser usados dentro ou fora da agência. “Dá para reduzir pela metade o tempo de abertura de contas na agência, e em até 20% fora da agência, na comparação com o processo convencional”, compara Ruas.
Para a Cisco do Brasil, o setor financeiro representa a fatia mais importante dos negócios da companhia no mercado corporativo. Nos últimos dois anos, a empresa dobrou de tamanho nesse nicho. “A tecnologia para indústria bancária e financeira corresponde a mais de 50% do nosso faturamento com clientes corporativos no Brasil”, diz Marcus Luz, diretor do segmento de grandes empresas.
Durante a Ciab-Febraban 2013, a Cisco pretende apresentar sua plataforma tecnológica, simulando o relacionamento entre bancos e clientes em uma integração total de canais. Luz acrescenta que os investimentos dos bancos em tecnologia incluirão gastos pesados nas áreas de redes e infraestrutura. “Os bancos são cada vez mais dependentes da tecnologia, e não podem arcar com o custo de falhas de segurança e comunicação. Além disso, com o aumento da bancarização, precisarão investir em business intelligence para conhecer melhor seus clientes e melhorar
sua oferta de produtos”, diz.
Marco Zanini, diretor-geral da NFe do Brasil, por outro lado, afirma que existe ainda um forte impulso provocado por exigências regulatórias
que atingem as empresas, como nota fiscal eletrônica, sistema de contabilidade digital ou certificação digital. Aproveitando essa oportunidade,
a NFe desenvolveu para o Bradesco um sistema que integra, na internet, a emissão de boletos e da nota fiscal eletrônica em uma só operação. “Também desenvolvemos o HSM Bancário, um cofre digital com tecnologia 100% nacional, para aumentar a segurança dos certificados digitais
em operações sensíveis. ”

Fonte: Valor Econômico

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