Brasil terá quase o dobro de Empreendedores Individuais em dois anos

O número de Empreendedores Individuais (EI) deve superar o de micro e pequenas empresas no Brasil em dois anos, conforme projeções do Sebrae com base em um estudo divulgado na quinta-feira da semana passada, 2.

A entidade calcula que o número de negócios enquadrados na categoria EI irá quase que dobrar até julho de 2014, para 4 milhões, e somar oito milhões em 2022.

Atualmente, o Brasil contabiliza 2,5 milhões de empreendedores individuais com faturamento bruto de até R$ 60 mil por ano – teto para se enquadrado nessa categoria.

O estudo do Sebrae fez um perfil desse público: são homens e mulheres com idade entre 25 e 39 anos, têm ensino médio completo, são predominantes na região Sudeste e trabalham em casa, principalmente em atividades de comércio ou serviços.

Em geral, não têm outra fonte de renda e buscaram a formalização para ter acesso ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e à nota fiscal. Os novos empreendedores pretendem crescer e faturar mais de R$ 60 mil por ano.
O levantamento mostra que 94% dos Empreendedores Individuais recomendam a formalização. Sobre o principal motivo para a adesão, 69% apontaram os benefícBrasil terá quase o dobro de Empreendedores Individuais em dois anosios adquiridos relacionados aos seus negócios, entre eles ter uma empresa formal, emitir nota fiscal, crescimento, facilidade de abertura do negócio, acesso a crédito, e venda de seus produtos a outras empresas.

Os benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Saúde) foram apontados por 31% como razão para se formalizar. “Os dados demonstram a vontade do brasileiro em ter cidadania empresarial e não apenas a busca pelos benefícios da Previdência”, destaca Luiz Barreto, presidente do Sebrae.

As mulheres respondem por 46% dos Empreendedores Individuais – superior à participação feminina nas micro e pequenas empresas. Em relação à faixa etária, 48,8% têm entre 25 e 39 anos.

Quanto à escolaridade, o cenário mostra que a educação formal do EI, apesar de relativamente baixa, está acima da média adulta nacional. Segundo os dados, 36% desses empreendedores têm ensino fundamental completo ou menos, comparado aos 60% da população brasileira nessa faixa.

Em compensação, 48% dos EI possuem ensino médio ou técnico completo, ante 26% dos brasileiros acima de 18 anos com esse nível de instrução.

Na distribuição por setor, a pesquisa revela que 36% dos EIs estão nas atividades de serviços – neste caso, a participação também é maior do que a das micro e pequenas empresas, que têm 28% dos empreendimentos no setor de serviços.
Em geral, o EI está distribuído de forma mais equilibrada nas atividades econômicas, com participação expressiva no comércio (39%), na indústria (17%) e na construção civil (8%).

Sobre o local de instalação desses empreendimentos, 43% dos EI afirmaram que trabalham em sua própria casa e 74% revelaram ter no negócio a sua única fonte de renda.

A maioria dos Empreendedores Individuais utiliza recursos próprios e não busca crédito bancário mesmo após a formalização. Mesmo assim, dos 10% que procuraram financiamento, mais da metade (52%) afirma ter conseguido.
A procura se deu principalmente em bancos públicos (68%), instituições financeiras privadas (27%) e em cooperativas (4%).

De acordo com a pesquisa, este público tem uma grande expectativa de expansão do negócio. Os dados mostram que 70% do total dos entrevistados pretendem faturar mais de R$ 60 mil por ano com sua empresa, valor de limite do EI.

O estudo foi realizado com 11,5 mil pessoas em todas as capitais e em municípios de pequeno e médio portes entre março e abril de 2012. A íntegra do estudo está disponível na página do Sebrae na internet (www.sebrae.com.br).

Fonte: TI Inside

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