Sescon-SP apoia unificação do PIS e Cofins, mas em aumento de alíquota

A unificação da Cofins e do PIS, perspectiva acenada pela presidente Dilma Rousseff, é considerada positiva para o empreendedorismo desde que esse processo não resulte em aumento da alíquota.

A avaliação é de José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e Assessoramento de São Paulo), para quem, a maior geração de créditos tributários elimina qualquer possibilidade de apoio por parte da sociedade à proposta de unificação.
“As empresas nacionais já não suportam o peso tributário que carregam. Por isso, toda sugestão de aumento de tributos será rechaçada pelo segmento produtivo”, argumenta.

A Cofins e o PIS são considerados dois mais complexos tributos do País. Para o presidente da entidade, a proposta de unificação poderia derivar em uma cobrança mais simplificada.

O presidente do Sescon-SP também critica a ideia de reforma tributária fatiada, também idealizada pela pelo governo federal. Segundo ele, o sistema tributário atual já é bastante retalhado e um novo desenho precisa de visão global.

“Está tudo interligado, portanto, medidas pontuais ou paliativas não resolvem a questão”, afirma Chapina, frisando, ainda, que o modelo ideal será conquistado apenas com o debate com toda a sociedade. “Do contrário, haverá perdas de qual quer maneira”, afirma.

O líder setorial finaliza ao destacar que, em todo este cenário, a simplificação e a redução tributária são itens fundamentais a serem perseguidos.
“A competitividade do empreendedorismo nacional e o desenvolvimento econômico da Nação dependem disso”, diz.

Fonte: TI Inside

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