Certificado digital depende do RIC para chegar ao cidadão

RIC pode ser o grande elemento catalisador de levar o certificado digital para o cidadão brasileiro. Mas é um projeto de uma complexidade gigantesca”, diz ele.

Desde que foi criado o padrão ICP-Brasil, mais de 2 milhões de certificados digitais foram emitidos no país – sem contar aqueles oriundos de sistema proprietários. Esse número deve dobrar apenas em 2011, graças à exigência da Caixa Econômica Federal de que todas as empresas que contribuem para o FGTS passem a utilizar certificados no sistema de chaves públicas brasileiro. Embora o prazo para isso, que se encerra no fim deste ano, deva ser estendido.

Só até outubro foram emitidos 1,2 milhão de certificados ICP-Brasil – com uma surpresa: naquele mês o Serpro superou a Certisign e se tornou a segunda maior entidade certificadora do país. “Isso está muito ligado ao papel dos Correios”, explica Martini, referindo-se ao uso da ECT como emissor. Assim, em outubro, enquanto a Serasa se manteve como líder desse mercado, com 58 mil certificados, o Serpro emitiu 52 mil e a Certisign 42 mil.

Mas se o uso da certificação digital já faz parte do dia a dia das empresas, o difícil mesmo é massificar esse instrumento aos cidadãos. O Registro de Identificação Civil – a nova identidade, que terá chip e certificado digital – caminha a passos lentos. Originalmente a ideia era que fossem emitidos 2 milhões de cartões ainda em 2011, número depois reduzido para 100 mil, 2 mil e, agora, se algo acontecer efetivamente, devem ser entregues 40 RICs pelo Instituto de Identificação da Bahia. Assista a íntegra da entrevista de Renato Martini à CDTV, do Convergência Digital.

Fonte: Convergência Digital

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