NFe do Brasil cria quatro unidades de negócios para bancar crescimento

A NFe do Brasil anuncia um conjunto de novas medidas que pretende colocar em prática a partir deste ano com a chegada de Antonio Gesteira, que acaba de assumir a presidência da empresa com objetivo de fortalecer o seu posicionamento no mercado de soluções de gestão fiscal que, na avaliação do executivo, está em efervescência.

A ideia é dar musculatura aos processos e infraestrutura de negócio para suportar o crescimento da demanda. Para tanto, a estratégia delineada contempla a incorporação de novos produtos e serviços ao portfolio de ofertas e o redesenho da operação da empresa que, a partir de agora, será baseada em quatro unidades de negócios.

Tudo isso para manter o ritmo de crescimento da empresa, que desde o seu surgimento, em 2006, vem dobrando a receita e a base de clientes. “Vamos continuar o nosso foco no portal de emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) na modalidade SaaS, que é uma oferta inovadora, e ao mesmo tempo queremos aumentar a nossa presença no segmento das grandes corporações”, revela Gesteira.

Na emissão de NF-e no modelos SaaS, a empresa conta atualmente uma carteira de 3 mil clientes. A meta é atingir um total de 10 mil empresas até o final do ano. Além disso, faz parte dos planos oferecer aos clientes a opção de gerar os arquivos da Escrituração Fiscal Digital (EFD) e da Escrituração Contábil Digital (ECD) na modalidade SaaS. “A demanda existe, ainda de forma conservadora, e estamos desenhando o produto para lançar no mercado em três anos”, informa.

Principal foco das atenções das empresas nos últimos meses, a EFD do PIS/Cofins, que teve a sua data de entrega adiada para janeiro do próximo ano, também está no radar da NFe do Brasil.

A avaliação de Gesteira é de que a prorrogação permitirá à empresa se estruturar melhor para atender a demanda, abrindo uma janela de oportunidades para a conquista de novos clientes. Nesse sentido, o executivo está de olho tanto nas empresas que ainda não iniciaram o processo de adequação às novas regras, quanto as que começaram o projeto, mas, por algum motivo, o suspenderam.

Ninguém melhor que um executivo que atuou durante muitos anos em consultoria para entender as dificuldades que um projeto da complexidade da EFD do PIS/Cofins impõe aos contribuintes, sobretudo no que se refere à organização e consolidação da base de dados. “Muitas empresas patinaram nesse processo de adequação”, observa.

Segundo Gesteira, a NFe do Brasil conta, atualmente, com uma centena de clientes na carteira que estão às voltas com o projeto SPED Fiscal, Contábil e do PIS/Cofins.

A meta de dobrar o tamanho da operação este ano é considerada agressiva e, ao mesmo tempo, factível. A empresa quer ampliar a sua presença também nas grandes contas, composta por empresas com alto volume de emissão de notas fiscais por mês. Para essa faixa do mercado, a NFe do Brasil comercializa a solução NFe Server, para emissão do documento fiscal in house.

Além disso, a NFe do Brasil quer intensificar a oferta de sua linha HSM Net D-Fence, para aplicação em certificados digitais, chaves e serviços de criptografias, geração e chaves e autenticação.

Para que os objetivos traçados seja atingidos, a NFe do Brasil decidiu reorganizar a sua operação em quatro unidades de negócios. Uma delas é a de produtos, que contempla a comercialização das soluções HSM Net D-Fence, os portais de emissão da NF-e e da NFS-e no modelo SaaS e a solução NFe Server, para aplicação in house.

A segunda unidade é a de consultoria, em fase de estruturação, através da qual a empresa pretende prover serviços de BPO Fiscal, auditoria de informações, saneamento de cadastro e trabalhos de integração de informações fiscais, além do conceito de recuperação de imposto.

A terceira unidade é de Educação, que abrange capacitação e treinamentos específicos dos contribuintes sobre as atuais e as novas obrigações acessórias.

Finalmente, a quarta unidade é a de projetos especiais, que tem foco em portais de emissão de NFS-e das prefeituras. “A ideia é trabalhar junto aos prefeitos ações de combate à evasão fiscal e aumento da arrecadação”, explica Gesteira.

As quatro unidades entrarão em operação ainda este ano para sustentar o processo de expansão dos negócios projetado pela NFe do Brasil. O executivo acredita que a unidade de consultoria representará em torno de 40% do faturamento, enquanto as demais absorverão 20% da operação cada uma.

 Fonte: TI Inside

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