Segurança na nuvem: Compartilhar responsabilidade é preciso

Em tese, a responsabilidade pela segurança na nuvem deveria ser compartilhada entre os usuários finais e os provedores de serviços de cloud computing. No entanto, na prática, a história parece não ser bem assim.

Sabe-se que a segurança é atualmente um dos maiores entraves à adoção de cloud computing pelas companhias em todo o mundo. Um levantamento realizado recentemente pela IDC na América Latina, por exemplo, indica o crescimento na adoção desse modelo computacional, mas Ricardo Villate, vice-presidente de pesquisa e consultoria da IDC América Latina, afirma que o maior desafio para os provedores de serviços de cloud em 2011 – além da divulgação do conceito – serão as barreiras relacionadas à percepção de que o conceito ainda não apresenta os mesmos níveis de segurança dos modelos tradicionais.

Outra pesquisa, esta da VMware, indica que 48% das empresas já aderiram a algum tipo de computação em nuvem, mas revela que o número não é maior exatamente pelas preocupações das organizações com segurança.Mas essa preocupação parece ir além da preservação dos dados corporativos.

Ao que indicam as análises de mercado, a segurança vem se revelando um obstáculo também pela dificuldade em determinar quem fica responsável por ela. Um recente estudo, este realizado pelo Ponemon Institute Research nos Estados Unidos e Europa, aponta que a segurança de dados está se tornando cada vez mais importante tanto para os usuários finais, quanto para os provedores de serviços.

Apesar disso, diz o levantamento, parece haver ainda uma incerteza sobre quem deve ficar responsável pela segurança em cloud computing. Segundo o Ponemon, 69% dos provedores de serviços de computação em nuvem na Europa e Estados Unidos acreditam que os usuários finais nas pequenas e médias empresas devem assumir essa responsabilidade. Apenas 16% acreditam que esta responsabilidade deva ser compartilhada.

Fonte: Convergência Digital

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