Pesquisa revela percepção das empresas em relaçao ao projeto SPED

Um retrato da percepção das empresas em relação ao projeto SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) está expresso nos resultados de uma pesquisa realizada por quatro comunidades virtuais (JAP’s, SPED Brasil, Spedito e SPED/NF-e Google Group), cujos resultados acabam de ser divulgados.

Trata-se da mais completa pesquisa já realizada sobre o tema, dizem os seus idealizadores, da qual participaram profissionais de empresas que atuam direta ou indiretamente em projetos relacionados ao SPED.

A coleta de informações começou no dia 13 de abril e foi concluída exatamente um mês depois. Foram mais de 1.500 questionários respondidos no período.

A maioria dos participantes (75%) disse que está presente, com sede ou filiais, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Destaque para as empresas que atuam como prestadoras de serviços e fornecedoras de software.

Segundo levantamento, pouco mais de 40% das empresas estão enquadradas no regime tributário do Lucro Presumido e Lucro Arbitrado ou surgiram a partir de trabalhadores informais aderiram ao programa Microempreendedor Individual (MEI).

Aproximadamente a metade das empresas consultados disse estar obrigada à Escrituração Fiscal Digital (EFD) do ICMS/IPI, à EFD do PIS/Cofins e à Escrituração Contábil Digital (ECD). Entrentanto, quando questionadas sobre a data da obrigatoriedade, 65% se incluíram em uma das três previstas, e quase 60% estão enquadradas no Lucro Real.

Apenas 37,3% informaram de forma correta a obrigatoriedade para as empresas do Lucro Presumido. “O que nos faz concluir que em 2011, com mais de cinco anos de projeto SPED, ainda existem empresas que não estão totalmente cientes de suas obrigatoriedades”, afirmam os idealizadores da pesquisa.

Em relação à EFD do PIS/Cofins, apontada como uma das mais complexas obrigações acessórias, porque dará visibilidade a informações para as quais antes não havia rastreabilidade, o cenário é preocupante.

Das empresas ouvidas, 70% revelaram que não contam com apoio externo para a revisão dos valores apurados e apenas 10% falaram sobre a contratação de empresas de auditoria digital para criticar os arquivos do SPED antes de submetê-los ao Fisco.

A pesquisa mostra que quase 65% das empresas disseram conhecer a EFD do PIS/Cofins ou a legislação relacionada a ela. Em contrapartida, 10% delas afirmaram que não sabem sequer se estão incluídas na obrigatoriedade.

Sobre o estágio de adesão o paranorama é o seguinte: 33% estão em fase adiantada de implantação, 27% começaram o projeto e 40% sequer havia iniciado o trabalho no mês de abril.

Para 56% dos ouvidos, a falta de capacitação da área contábil e fiscal é a maior dificuldade para o desenvolvimento do projeto SPED, enquanto a falta de capacitação da área de TI foi apontda por 42%.

Mais de 60% não acreditam na possibilidade de adiamento da EFD do PIS/Cofins.

Fonte: TI Inside

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