Tecnologia terá R$ 4 bilhões do BNDES para enfrentar importações

Para dar competitividade à indústria nacional e, por tabela, enfrentar a concorrência dos importados asiáticos – que causam um estrago na balança comercial do setor eletroeletrônico – o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investirá R$ 4 bilhões em três linhas de financiamento na área de tecnologia. A medida foi anunciada nesta sexta-feira, 04/03, e faz parte do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

Prorrogado até o dia 31 de dezembro desse ano, o PSI tem orçamento de R$ 75 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões são para aquisição de partes, componentes e serviços tecnológicos, R$ 1 bilhão para inovação tecnológica e R$ 1 bilhão para aquisição de bens de tecnologia da informação (Tics) fabricados no país. Ao todo, o PSI oferece 11 linhas de financiamento.

Para as linhas de inovação e de Tics também foram anunciadas taxas de juros menores, que variam entre 4% e 5% – anteriormente, o juro era de 3,5%. “O desenvolvimento passa pela inovação tecnológica. Por isso, o aumento de juros do PSI, de forma geral, preservou essas linhas”, explicou o superintendente de Planejamento do banco, Cláudio Leal.

De acordo com o economista, o desenvolvimento do setor ajudará a enfrentar o problema da importação crescente de componentes, que ameaça “seriamente a integridade do tecido industrial brasileiro”. “Houve importação recente de peças de máquinas (componentes industriais), um fenômeno muito negativo para indústria hoje”, afirmou Leal.

Criado como uma das medidas para enfrentar a crise financeira internacional e manter o nível de investimento no país em 2009, o programa foi executado nos últimos dois anos. Em função da sobra de dinheiro do PSI de 2010, o banco também anunciou hoje que agentes financeiros terão até a próxima sexta-feira para acessar R$ 1,1 bilhão.

Para racionalizar recursos, passado o período de crise financeira, o BNDES também informou alterações em políticas operacionais. A instituição vai diminuir a a participação máxima em financiamentos e em prazos de pagamento de empréstimos para capital de giro.

Fonte: Convergencia Digital

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