Pesquisa: 70% das empresas escondem vazamento de dados

Estudo realizado pela instituição de pesquisa Science Applications International (SAIC), patrocinada pela McAfee, constatou que somente 30%  de empresas de  tecnologia da informação (TI) que sofreram vazamentos de dados ou perdas relacionadas ao vazamento de propriedade intelectual, reportaram 100% das ocorrências para agências de governo, autoridades ou acionistas.

Enquanto siso, 10% das companhias preferem só divulgar as ocorrências quando dispositivos em lei as obrigam a fazê-las e 60% escolhem os vazamentos e perdas de dados sensíveis que serão divulgados de acordo com o “feeling” da organização.

O relatório oriundo da pesquisa, que ouviu mil gerentes de tecnologia no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, China, Índia e Oriente Médio, descreveu que, entre as principais razões para não divulgar as ocorrências, está o medo da cobertura da mídia e danos para a marca e para o valor das ações. Admitir vulnerabilidades significantes poderia atrair novos atacantes, motivo pelo qual muitas empresas não se dispõem a divulgar perdas de capital intelectual.

O diretor sênior de proteção de dados da McAfee, John Dasher, disse que, em tese, qualquer perda deveria ser informada para acionistas como informação relevante por outras razões legais.

“Mas não é isso que acontece”, diz o vice-presidente da SAIC, Scott Aken. “Os resultados são surpreendentes, assim como o fato de que 25% dessas organizações possuem processos de fusão e aquisição ou de lançamento de produtos interrompido por conta das falhas”, diz. Problema maior ainda reside no fato de que muitas companhias só descobrem sobre o vazamento meses depois, causando problemas nas operações.
O relatório diz ainda que a recessão econômica causou impactos na forma como as organizações estão cuidando de dados sensíveis, como propriedade intelectual, informações importantes e segredos comerciais.  “Mais da metade das empresas pesquisadas está reavaliando os riscos de processar dados fora de seus países, comparado com 40% em 2008.

Nesse contexto, alguns países são considerados mais seguros para armazenar informações. Entre eles, destacam-se Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. China, Rússia e Paquistão estão entre os mais inseguros.

O relatório enfatiza ainda que os criminosos virtuais estão deixando a arena de roubos de cartões de créditos e números relativos a seguro e à identificação social de indivíduos para dedicar-se à captura de conteúdo sensível e proprietário que possa ser vendido em um mercado negro para governos e concorrentes estrangeiros.

Fonte: Network World-EUA

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