Nuvem pode reduzir emissão de carbono e uso de energia

As empresas que optam por executar aplicativos de negócios na nuvem para operar com mais eficiência ao invés de executá-los em sua própria infraestrutura de TI também reduzem o consumo de energia e as emissões de carbono. É o que aponta o estudo “Cloud Computing and Sustainability: The Environmental Benefits of Moving to the Cloud”, encomendado pela Microsoft e realizado pela Accenture e WSP Environment & Energy.

A pesquisa avaliou as pegadas de carbono de servidores, rede e infraestrutura de armazenamento de três tamanhos diferentes de implantação (100, 1.000 e 10.000 usuários), e descobriu que quanto menor a organização, maior o benefício da mudança para a nuvem.
Quando as organizações de pequeno porte (100 usuários) mudam para a nuvem, a redução eficaz da pegada de carbono pode chegar a uma economia de até 90 %, através de um ambiente de nuvem compartilhado, em vez de seus próprios servidores locais. Para grandes corporações, as economias são normalmente de 30% ou mais no consumo de energia e nas emissões de carbono, com o uso de aplicativos em nuvem.
Em um estudo de caso com uma grande empresa de bens de consumo, a equipe calculou que 32% das emissões poderiam ser economizadas se 50.000 usuários de e-mail na América do Norte e Europa migrassem para a nuvem. Tais resultados demonstram o potencial da computação em nuvem para beneficiar o meio ambiente.

Grandes centros de dados, como os operados pela Microsoft, beneficiam-se de economias de escala e eficiências operacionais, indo além do que os departamentos de TI das empresas podem alcançar. Embora o levantamento tenha foco em três aplicativos da Microsoft utilizados amplamente para e-mail, compartilhamento de conteúdo e gerenciamento de relacionamento com o cliente, o estudo indica que é provável que vantagens semelhantes possam ser observadas em muitos aplicativos e provedores de serviços em nuvem.

A redução no consumo de energia e nas emissões de carbono possibilitada pela nuvem é proveniente de uma série de fatores importantes:

– Provisionamento dinâmico. Grandes operações possibilitam uma melhor adequação da capacidade do servidor para a demanda de forma contínua.
– Hospedagem múltipla.  Grandes ambientes públicos de nuvem são capazes de atender a milhões de usuários em milhares de empresas simultaneamente em uma gigantesca infraestrutura compartilhada.
– Utilização do servidor.  Os provedores de nuvem podem aumentar a eficiência através do aumento da parcela de capacidade do servidor que um aplicativo usa ativamente, realizando assim cargas maiores de trabalho com uma pegada menor de infraestrutura.
– Eficiência de centro de dados.  Por meio da inovação e melhoria contínua, os provedores de computação em nuvem estão na vanguarda do design, criação e operação de centro de dados que minimizam o uso de energia para uma determinada quantidade de poder computacional.

“Os benefícios da computação em nuvem são claros: aumento de produtividade, custos reduzidos e custos indiretos menores devido ao gerenciamento de produtos tornaram-se aspectos fundamentais para organizações na avaliação dos serviços de nuvem. Além disso, a nuvem tem a capacidade de oferecer valor de negócio para os clientes em uma época onde a responsabilidade corporativa é fundamental para o sucesso do negócio”, afirma Rob Bernard, estrategista chefe de meio ambiente da Microsoft.

Ainda segundo o estudo, uma aplicação típica instalada na empresa utiliza em média de 5% a 10% da capacidade servidor. Já o mesmo aplicativo na nuvem pode atingir de 40% a 70% dessa capacidade computacional, aumentando drasticamente o número de usuários por máquina.

É importante notar que, enquanto servidores que rodam em altas taxas de utilização consomem mais energia, o consequente aumento é mais do que compensado pelos ganhos totais na diminuição de servidores devido ao compartilhamento das cargas. O aumento da taxa de utilização de 5% a 20% permitirá que um servidor processe quatro vezes a carga anterior, enquanto o poder consumido pelo servidor só pode aumentar em 10% ou 20%.

O estudo determinou que, embora muitas organizações possam ser capazes de lidar com alguns desses fatores em seus próprios centros de dados, para reduzir o uso de energia e as emissões, devido às economias de escala, os provedores de infraestrutura de nuvem pública e de grande porte estão mais bem preparados para ajudar a reduzir o impacto ambiental de TI através da eficiência e escala.

Ao usar a metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida (LCA, em inglês) junto com a abordagem da Iniciativa Global de Sustentabilidade (GeSI), o estudo comparou o uso de energia e as emissões de carbono por usuário para o Microsoft Exchange Server 2007, Microsoft SharePoint Server 2007 e Microsoft Dynamics CRM com seus equivalentes baseados em nuvem: Microsoft Exchange Online, Microsoft SharePoint Online e Microsoft Dynamics CRM Online.

As estimativas de uso de energia e de pegada de carbono para os aplicativos em nuvem são baseadas em dados reais da infraestrutura de nuvem da Microsoft. Para aplicativos que são executados na infraestrutura dos clientes da Microsoft, os resultados podem variar dependendo da escolha de cada empresa em equipamentos, eficiência operacional e padrões de uso

Fonte: Convergência Digital – Hotsite Cloud Computing

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