No Brasil, 75% dos bancos não têm redes sociais na rota de investimentos

O discurso da inovação está na lista das prioridades, mas grande parte das instituições financeiras do país seguem resistindo às redes sociais e não possuem não qualquer plano de usa-las como ferramenta de negócio em 2011, tanto que 75% não têm a Web 2.0 no cronograma de investimento, aponta a IDC, em pesquisa onde ouviu as principais instituições da vertical financeira do pais.

Nos grandes bancos, 33% anunciam a disposição de avaliar as redes sociais, mas poucos efetivamente trabalham para integra-las aos seus sistemas. A proposta é de usar como ferramenta de marketing e de relacionamento.

“A Web 2.0 está fora dos projetos dos banco brasileiros. Muitos querem as redes sociais e sabem da importância, mas na parte de ouvidoria, de atendimento com o cliente. Cloud é uma abertura, mas será com muita cautela “, afirma Mauro Peres, da IDC Brasil, que participa nesta quarta-feira, 23/03, do CIAB Day, evento preparatório do CIAB 2011, que acontece de 14 a 17 de junho, na capital paulista e é o maior evento de tecnologia bancária da América Latina.

O diretor executivo do Bradesco, Maurício Minas, confirma que a rede social ainda é um teste para os bancos. Internamente, diz ele, há projetos isolados para saber o impacto das ferramentas nos negócios. Mas, observa ainda o executivo, não é possível ignorar o apelo das redes sociais no contato com clientes.

A ferramenta é efetiva no marketing e no contato com essa nova mídia. Tanto que o Brasdesco, hoje, possui uma Central de Monitoramento de clientes no facebook e no Twitter. São 26 funcionários monitorando tudo que é falado e dito sobre a instuição. “Temos assim um respaldo para lidar com o cliente, mas é uma ação muito mais de marketing do que de tecnologia”, admite.

Se os grandes bancos ainda mexem de forma primária com as  redes sociais, as pequenas e médias instituições ignoram completamente o uso delas no seu dia-a-dia em 2011. As seguradoras também não têm qualquer plano.

“A Web 2.0 provoca uma revolução geopolítica no mundo, mas ainda é vista de forma bastante conservadora pelos bancos. Abrir suas frentes para as redes sociais – envolvendo a complexidade da arquitetura de TI e de segurança – são temores concretos para os gestores de TI e de negócios do segmento financeiro”, aponta ainda Peres, da IDC.

A consultoria confirmou também que, sete ano, as instituições financeiras responderão por 16% de todo o gasto com Tecnologia da Informação no Brasil.

Fonte: Convergência Digital

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