CCDE busca R$ 100 milhões em oportunidades geradas pelo Sped

Companhia de gestão e custódia de documentos eletrônicos acredita em amadurecimento do mercado de soluções fiscais, seguida de consolidação.

As exigências do governo quanto a obrigatoriedades fiscais e contábeis impulsionou o nascimento de uma gama variada de empresas ao longo dos últimos cinco anos. O sistema público de escrituração digital (Sped) movimentou o mercado de tecnologia da informação com grande volume de projetos e uma demanda que, por alguns momentos, chegou a ficar reprimida.

Um dos filhos desse momento único é a CCDE (Central de Custódia de Documentos Eletrônicos). A companhia nasceu de um investimento inicial de R$ 5 milhões e da visão de dois empreendedores de que novos tipos de serviços e exigências gerariam uma nova sorte de oportunidades de negócio. Observando mercados internacionais e compreendendo o modelo que se desenhava pelo governo brasileiro, encontrou um nicho ainda não explorado e montou uma oferta que contempla três serviços: distribuição, recepção e custódia de documentos.
“Funciona como uma central que faz o fluxo de gestão [dos arquivos]”, explica Flavio Richieri, sócio-diretor da companhia, lembrando que o processo de gerenciamento dos documentos fiscais e contábeis é um processo longo, que vai da nota fiscal eletrônica até o tempo necessário para armazenamento das informações de acordo com as exigências do governo.

A CCDE começou a operar em agosto de 2009 com a primeira versão de sua solução chegando ao mercado em março do ano seguinte, com trials em algumas companhias. Por volta de junho, a área comercial estruturou-se e vieram os primeiros clientes pagantes. Atualmente, são cerca de 25 usuários ativos da tecnologia. A meta é fazer esse número multiplicar-se em dez vezes até o final de 2011, com o faturamento chegando à casa dos R$ 100 milhões em um intervalo de dois anos.

Mas seria essa projeção viável? “Apenas organicamente não”, responde Richieri, sinalizando para movimentos futuros de consolidação. Contudo, a companhia enxerga que o mercado onde atua ainda não atingiu um grau de maturidade ideal para que isso ocorra visto que ainda há muita solução em fase de desenvolvimento a partir do surgimento de novas oportunidades identificadas.

Fonte: InformationWeek Brasil

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