A expansão do modelo SaaS

De acordo com as previsões do Gartner, a receita mundial de SaaS (Software as a Service), incluindo o mercado de softwares de aplicações para empresas, deve chegar a US$ 9,2 bilhões em 2010, um aumento de 15,7% se comparado aos US$ 7,9 bilhões alcançados no ano passado. Este mercado deve continuar aquecido em 2011.

As ofertas de software como serviço cresceram nessas proporções principalmente pela economia que essas tecnologias proporcionam. Ao invés de optarem pelo modelo tradicional de aquisição, muitas empresas aderiram ao SaaS dispensando investimentos iniciais em licenças e hardwares.

Atenta a esse mercado, a Sofit Software, empresa focada 100% em SaaS e liderada por Jorge Steffens, Paulo Sérgio Caputo e Giovani Amaral – todos ex-executivos da Datasul, abriu suas portas para o mercado de TI em dezembro de 2010. De acordo com Amaral, CEO da companhia, os sócios enxergaram a oportunidade de trabalhar nesse setor.

“Em 2007, a Datasul resolveu criar um software 100% SaaS. Mas com a fusão da TOTVS, que já tinha uma plataforma própria pra esse serviço, as vedas dessa solução caíram. Em março de 2010 a TOTVS resolveu parar de trabalhar com essa ferramenta. Foi nesse momento que apostamos no mercado e nas vendas dessa solução”.
Oportunidade de negócio

O software Sofit 4 Transport é voltado para o controle de frotas corporativas de veículos próprios e de terceiros. Foi desenvolvida a partir da plataforma tecnológica de Cloud Computing da Sales Force e é oferecida ao mercado exclusivamente na modalidade SaaS. Ao comprar essa área da TOTVS, a Sofit herdou também mais de 20 clientes nacionais e internacionais.

De acordo com Amaral, essa ferramenta é a primeira de uma série de soluções SaaS que a empresa deve colocar no mercado brasileiro e latino americano nos próximos anos. A primeira delas será destinada ao segmentado de assistência técnica, com foco em bens de capital e bens de consumo duráveis.

A estratégia da companhia está alicerçada na experiência dos seus executivos no mercado de Software como Serviço no Brasil. Na visão de Amaral, há uma grande maturidade do mercado para a adoção desse modelo. “Questões como disponibilidade, segurança e integração, que antes eram barreiras à adoção do SaaS, hoje estão praticamente superadas”.

Para este ano, a empresa prevê um faturamento de R$ 1 milhão. A perspectiva é atingir um CAGR de mais de 50% nos próximos cinco anos.

FONTE: Decision Report

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