Virtualização e cloud são saídas para limitações orçamentárias

Limitações orçamentárias para contratar mão de obra, expandir a capacidade de armazenamento e atualizar ferramentas foram apontados como problemas comuns a 42% dos participantes do Storage Network World, realizado essa semana nos EUA. A maioria confessou enfrentar dificuldades em gerir os dados em função de orçamentos limitados.

Para 23%, a preservação de dado a longo prazo é uma das principais atividades ameaçada pela falta de caixa, a ponto de 14 em cada cem entrevistados apontarem a impossibilidade de contratar ferramentas de integração quando indagados sobre que impedimentos as limitações orçamentárias lhes trariam. Completam as preocupações a necessidade de ferramentas para indexação e acesso à dados e soluções de segurança, com 13% e 8%, respectivamente.

Mais de a metade dos participantes da pesquisa, 51%, reconhece que a responsabilidade de gerir um volume crescente de dados online tornou-se uma de suas principais atribuições. Na percepção de 30% dos entrevistados, o orçamento diminuiu. Outros 18% avaliaram que o nível de orçamento acompanha a expansão da base de dados online. Apenas 1% acham que o volume de dados armazenados na internet encolheu.

Exatos dois terços sentem falta de tecnologia mais avançada em seus data centers, mais precisamente na infraestrutura. Isso ocasiona lentidão para reagir a eventuais ocorrências. Um quarto dos entrevistados acha que seus data centers estão tão bem equipados quanto os dos concorrentes. Somente 9% afirmaram estar muito atrasados com relação ao resto do mercado.

Soluções na nuvem e em virtualização

Na busca por soluções que permitam gerir grandes volumes de dados, muitos partem para a combinação de diferentes serviços de cloud computing. É o caso do diretor de TI da Sports Coverage Inc., Richard Schulz. “Existe essa mistura de dados estruturados e dados não estruturados e cada nível demanda por gestão diferenciada. Manter o controle sobre isso não é fácil”, afirmou.

Apesar de todo o interesse que existe por soluções de cloud computing, boa parte dos entrevistados confessam ainda serem reticentes no referente à segurança da computação em nuvem.

Por exemplo: 30% indicaram insegurança sobre a real capacidade dos provedores de cloud computing em oferecer segurança e em realizar o backup de dados. E 28% não confiam seus dados corporativos aos provedores Para 22% a questão crucial é a segurança no tráfego de informações para a internet. Um quinto dos entrevistados não quer as informações comerciais armazenadas junto dos dados corporativos de seus concorrentes por temer que a proximidade as exponha a riscos desnecessários.

O vice-presidente de TI da Credit Solutions, David Janeck, partiu para soluções de virtualização para consolidar os servidores. Ele aponta para a dificuldade em selecionar aplicativos para a virtualização como maior vilã de suas atribuições nessa operação. De acordo com Janeck, 80% de seus servidores são virtualizados. No total, são 80 máquinas virtuais rodando a partir de sete dispositivos físicos. A consolidação facilitou a gestão, ao mesmo tempo em que reduziu gastos com energia elétrica.

Na opinião de Janeck, o maior benefício da virtualização é a velocidade com que se posicionam novos aplicativos online. Normalmente, o processo de posicionamento se dá em menos de um dia. “Antigamente levava uma semana no mínimo”, diz Janeck.

O diretor de operações de data centers da Avnet Technology, Bruce Gorshe, diz que o volume de dados cresceu de 500TB para 700TB em função de uma recente aquisição. Ao atualizar a infraestrutura, obsoleta em cinco anos, Gorsche atingiu uma economia de 6% nas despesas de energia elétrica.

Fonte: Computerworld/EUA

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