Setor financeiro deve aumentar orçamento de TI em 2011, diz IDC

Após terem se recuperado em 2010, já que haviam recuando no ano passado por conta da crise, os investimentos em TI da maioria das instituições financeiras brasileiras devem continuar em alta em 2011. É o que revela o estudo Brazil Financial Insights Investment, realizado pela IDC Brasil junto a 33 bancos e 29 seguradoras. Em sua quinta edição, a pesquisa mostrou que 54% das 62 empresas têm certeza ou claras intenções de que vão ampliar os investimentos em TI em 2011, comparado ao orçamento de 2010. Os que afirmaram que não vão alterar os valores aplicados em TI representaram 42% do total. Já os que disseram que vão gastar menos tiveram peso de 3%.

O estudo ainda revela que 61% das empresas investiram mais em TI em 2010 e 31% mantiveram seus orçamentos iguais aos do ano passado. Os que investiram menos representaram apenas 8% da amostra. “À primeira vista, parece que em 2011 o crescimento dos investimentos em TI será menor. Porém, o crescimento deste ano deve-se em parte a uma recuperação de 2009, que foi um pouco mais difícil devido à crise mundial. Ou seja, é impressionante ver que mais da metade das empresas ainda vai aumentar em 2011 seus orçamentos em relação a este ano, que já foi bastante bom”, disse o diretor de consultoria da IDC Brasil, Roberto Gutierrez.

O Brazil Financial Insights Investment também apurou que a prioridade para os bancos é a eficiência operacional, e para as seguradoras é o aumento do faturamento. “Os gastos com tecnologia serão, principalmente, direcionados a estes dois temas. E o grande desafio enfrentado pelos CIOs ainda é a complexidade da arquitetura de tecnologia. Qualquer solução que os fornecedores puderem oferecer para minimizar isso, será bem recebido pelo mercado”, informa Gutierrez.

O estudo da IDC revelou também que os bancos ainda preferem manter sob seu controle seus sistemas ‘core’, não aderindo à terceirização e à Cloud Computing. Porém há uma tendência de crescimento da terceirização de funções “menos críticas” de TI. Mais de 20% das instituições financeiras, por exemplo, informaram que pretendem incrementar a terceirização da impressão departamental. “O setor ainda é bastante resistente, principalmente na questão de segurança. E as poucas iniciativas para esse segmento são de Cloud Privada”, conclui Roberto Gutierrez.

Fonte: ComputerWorld

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