RFID ganha atenção do setor financeiro e de data centers

Houve uma época na qual os funcionários do banco Wells Fargo de Roseville, na Califórina, passavam por uma rotina diária de entregar seus laptops para guardas que confrontavam os números seriais para verificar se não estavam atribuídos a outros donos que não o funcionário.

Na tentativa de acelerar esse processo, o vice-presidente sênior de tecnologias automatizadas de identificação, Mike Russo, decidiu apostar no uso de técnicas de identificação via ondas de rádio. “O que fizemos foi etiquetar cada aparelho com um identificador único, relacionado à imagem do dono em um banco de dados”, afirma. “Assim, tudo que o usuário tinha de fazer era passar o laptop em frente a um leitor e sua imagem seria exibida na tela do guarda responsável pela verificação”, explica.

O novo sistema fez tanto sucesso que foi replicado em outros cinco data centers do grupo.

O executivo decidiu investigar outros meios que usam essa tecnologia de rádio frequência. Entre elas, Russo substituiu o demorado processo de leitura de código de barras por etiquetas de rádio frequência em itens do almoxarifado.

“Chegamos a etiquetar 40 mil objetos até o momento”, diz. Segundo o executivo, o trabalho que levava um mês para ser realizado, agora pode ser feito em poucas horas.
“Instituições financeiras estão percebendo uma redução de 90% no prazo necessário para registrar os itens do repositório de TI”, afirma John Fricke, executivo da empresa de serviços financeiros Technology Consortium, de Nova Iorque. Segundo ele “os data centers costumam substituir os equipamentos a cada quatro anos o que resulta em um processo altamente demorado. Os clientes também começam a atentar para isso e passam a deixar claro aos fornecedores que se estes puderem fornecer os equipamentos já com as etiquetas, as chances de conquistar clientes aumentam.”

Problemas do RFID

De acordo com Russo, implementar tecnologias de RFID não é algo tão simples quanto parece.

Existem várias questões a serem atendidas nessa hora. Entre elas, está o desafio de integrar a solução ao rastreamento e a reengenharia do fluxo de trabalho para os data centers e aos inspetores.

“Outro ponto importante é decidir se cabe modificar os fluxos de trabalho existentes e reestruturá-los completamente”, diz Russo. “Nós achamos mais simples refazer todo o esquema, como se não tivéssemos feito isso antes. Foi mais descomplicado que tentar adaptar o RFID a processos já existentes”.

Além disso, se a empresa tem pouca experiência com tecnologias de RFID, deve haver um profissional altamente especializado nessa solução para poder guiar a empresa na busca pela implementação otimizada do RFID. “O fornecedor costuma se aproximar com discursos fantásticos sobre os benefícios da tecnologia e sobre a economia gerada”, avisa Russo, que emenda “ninguém acredita nessa conversa”.

Para Fricke, as soluções de identificar os ativos com etiquetas para rádio são vantajosas quando ocorrem fusões e aquisições. “Existe um trabalho enorme a ser feito na hora de realizar o inventário das companhias”, afirma.

Por enquanto, os data centers formam apenas uma pequena parte do mercado de soluções RFID, acontece que, à medida que instituições financeiras têm cada vez mais interesse pelo tema, os líderes de TI passam a apreciar as soluções baseadas nessa tecnologia. A empresa de pesquisas ABI, sediada no estado de Nova Iorque, prevê que o rastreamento de ativos nas companhias vai responder por 10% do mercado de RFID em 2013.

Bill Roy, vice-presidente sênior da otimização de infraestrutura do Bank of America aplicou o RFID em 17 data centers de uma vez. “Com base nas tecnologias de RFID, pudemos realizar um levantamento de ativos de um data Center em um dia. A precisão é de 100% e na época do código de barras o mesmo processo levava até duas semanas – uma mudança significativa no retorno sobre o investimento (ROI)”, finaliza.

Fonte: Computerworld/EUA

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