Pequenos empresários enxugam comando e investem em sistema de autogestão

A hierarquia dentro das empresas está em xeque. Para especialistas entrevistados pela Folha, o “enxugamento” de cargos, já comum nas grandes companhias, é agora uma tendência nas de pequeno e médio porte.

A administração descentralizada, também conhecida como gestão horizontal, elimina cargos de comando e reorganiza os funcionários em equipes autogeridas, responsáveis por suas ações e seus orçamentos. 

O principal objetivo da ação é diminuir gastos com pessoal. Nesse processo, o maior investimento é a capacitação dos funcionários da base da organização.

Quando se cortam chefes e inspetores, é preciso ter metas bem definidas para o negócio não sair dos trilhos, explica Luis Antonio Borges, sócio-diretor da Luis Borges Assessoria em Gestão.

Esse modelo, esclarece o fundador da Alliance Coaching, Alexandre Rangel, vem sendo implementado desde os anos 1990, mas agora “ganhou volume”.

Segundo Rangel, os organogramas das empresas terão cada vez menos camadas. “Os gerentes se mostram mais próximos dos subordinados e mais participativos.”

Nas pequenas empresas, que já têm hierarquia menor, a tendência é que os presidentes ou donos cheguem ao chamado “chão de fábrica”, ou seja, entrem em contato direto com os funcionários.

É isso o que acontece na Sociedade Industrial, fábrica de produtos de limpeza. O diretor, Sérgio Lima, tem participado de diversas reuniões com seus funcionários para resolver assuntos simples, como a organização do vestiário feminino.

Atualmente, Lima tem 180 funcionários divididos em coordenadores, assistentes de células de produção e colaboradores. Ele diz optar por pouca hierarquia para economizar com a estrutura da empresa, que está crescendo.

Fonte: Folhapress

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