Exigências de compliance estão entre maiores desafios para bancos

A esmagadora maioria (87%) dos profissionais responsáveis pela conformidade de regulamentação, o chamado compliance, são unânimes em apontar que, tanto o aumento das exigências de legislação quanto o aumento do crime financeiro organizado, são os maiores desafios para os bancos na atualidade, conforme revela pesquisa da Lógica, empresa de gestão de negócios e serviços de TI, para saber sobre os desafios enfrentados pelos especialistas para combater a lavagem de dinheiro na Europa, América do Norte e América do Sul.

O levantamento revela que, nas Américas do Norte e do Sul, mais da metade dos pesquisados acham que as exigências de legislação representam um grande desafio. Na Europa, no entanto, a maioria citou como principal desafio a ambigüidade existente na regulamentação de sanções, uma vez que e 73% concordam que as medidas legais ou regulamentares que regem o assunto deveriam ser mais diretas.

No continente europeu, 45% dos pesquisados também reclamaram que o US Treasury’s Office of Foreign Assets Control (OFAC), o escritório de controle de ativos estrangeiros, ligado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, é muito rígido quando se trata da regulamentação do combate à lavagem de dinheiro e 62% responderam que as Américas são a região mais difícil de se governar em termos de compliance das sanções.

“O grande alcance geográfico e as pesadas penalidades da OFAC representam um desafio constante para os bancos. À medida que os legisladores estão cada vez mais reprimidos, parece que os problemas de compliance e, potencialmente, da ambiguidade legislatória continuarão sendo um desafio”, afirma o diretor de soluções para crimes financeiros da Logica, John Evans.

Um dos principais contrastes destacados pela pesquisa é a preocupação com o gerenciamento de múltiplas listas de sanções. Na América do Norte, apenas 11% dos pesquisados acham que seria um desafio. Na Europa, 28% citaram isso como um problema. Os bancos da América do Norte precisam examinar os pagamentos apenas com relação às listas das sanções da OFAC. Porém, os bancos da Europa são propensos a decompor os pagamentos em mais listas de sanções, como as da União Européia, da ONU e as domésticas. “Os grandes bancos globais chegam a ter até 25 listas para administrar, portanto é fácil entender porque este é um problema tão grande”, destaca Evans.

Os resultados da pesquisa européia também destacam que 30% dos profissionais de compliance acham que seus bancos não poderiam lidar, de forma efetiva, com o tráfego estrangeiro de pagamentos domésticos. “Muitos bancos não estão equipados para suportar um grande aumento nos pagamentos a serem examinados. Entretanto, o cenário dos pagamentos está mudando, e simplesmente filtrar o tráfego transnacional não será suficiente. Bancos de todo o mundo terão que se voltar para suas operações de exame para assegurar que possam escalar de forma eficiente e econômica”, conclui Evans.

Fonte: TI Inside

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