Bradesco oferece serviço de nota fiscal eletrônica

Clientes coorporativos poderão ter a opção integrada aos processos de cobrança. A iniciativa conta com a parceria da NFe do Brasil, que ficará responsável pelo armazenamento de dados pelo prazo exigido em lei.

O Bradesco será o primeiro banco a oferecer a emissão de notas fiscais eletrônicas para seus clientes coorporativos. Trata-se de uma exigência do governo para empresas de diversos setores, independente de seus portes. O banco espera atrair principalmente as pequenas e médias, para as quais não se justificam os investimentos necessários de instalação de sistemas e equipamentos para a emissão e depois pela armazenagem das notas pelo período exigido pela Receita Federal.

 O cliente terá integrada a nota ao serviço de emissão de cobranças, que o banco já oferece. O novo serviço terá a parceria da NFe do Brasil, associação entre o Grupo TBA e a Comercial Mineira, uma das empresas do Grupo BMG. O cliente cadastrado no serviço de cobrança está imediatamente apto a receber a nova modalidade. Ele deve pagar apenas o custo de armazenagem, feita pela NFe do Brasil, responsável pelos seis anos exigidos de guarda dos documentos.

Economia

Segundo o diretor do Bradesco Altair Antonio de Souza, o banco possui 1,2 milhão de clientes coorporativos, e entre 70% e 80% deles são pequenas e médias empresas. “Os dois serviços podem ajudar a reduzir custos com processos internos”, afirma o executivo. Mas a maior economia pode estar exatamente no investimento  inicial necessário. A instalação de um software de emissão da nota, integração com um sistema de gestão e a compra de grandes computadores para fazer o processamento e armazenagem das informações geradas podem exigir um investimento mínimo de R$100 mil para uma média empresa, segundo Marco Zanini, presidente da NFe do Brasil. “Para elas, esse é um valor inconcebível. Elas poderiam direcionar para o próprio negócio.”

Riscos Tributários

A solução muitas vezes tem sido a adoção de técnicas “amadoras”, diz Zanini. A empresa utiliza um sistema gratuito criado e oferecido pela própria Secretaria da Fazenda., que exige apenas o cadastramento das informações e envio das notas ao órgão. Não traz recursos de gestão das notas e de armazenamento, podendo causar impactos futuros, quando a empresa precisar recuperar as informações, sugere. A falta da gestão pode levar a empresa à sofrer danos tributários.

Para a oferta do sistema, a NFe investiu em infraestrutur, aumento de capacidade em data centers. Para o Bradesco, o principal investimento para o novo serviço é no treinamento e os valores ainda não foram contabilizados. A expectativa é de que no projeto possa ajudar na popularização das notas digitais, e pode acabar consistindo em um modelo comum no mercado. Mesmo com a exigência da Receita Federal muitas empresas ainda não se adaptaram. Hoje, das cerca de 800 mil empresas que serão obrigadas a emitir a nota eletronicamente até o final do ano cerca de 80% são pequenas.

De acordo com as estimativas da NFe do Brasil esta parceria deve quintuplicar, até o final do ano, o número de clientes que utilizam o sistema da empresa. Zanini considera o modelo de oferta de sistemas de emissão de nota digital como um serviço perfeito   para chegar por meio de um banco, pelo pioneirismo dessas instituições no tema. “ O software pela internet começou como internet banking, depois chegou ao imposto de renda, e então se massificou.”

Fonte: Jornal Brasil Econômico

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