Otimismo: CEOs anunciam R$ 13 bi em investimento

Com o consenso de que nunca o Brasil viveu em um momento de otimismo generalizado como o atual, CEOs presentes no painel “Crescendo e Investindo no Brasil”, realizado nesta sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), confirmaram investimentos totais na ordem de R$ 13 bilhões para os próximos três anos.

Responsável pela Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel detalhou a aplicação de R$ 8 bilhões nos próximos dois anos, com foco em dois grandes empreendimentos, um no Piauí e outro no Maranhão.

“Estamos operando no patamar pré-crise, porque a competitividade em nosso setor é muito forte. O mercado de papel e celulose dos  Estados Unidos já está 5% maior do que o ano passado. O da China está ‘bombando’, com mais de 30%”, comentou.

Fácil falar

Para o presidente o recém empossado CEO do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, é fácil falar do Brasil e de seu mercado de varejo nos dias de hoje. “Temos certeza absoluta que se inicia uma onda positiva sem volta. A questão é como devemos aproveitar, para usufruir da melhor forma esse momento”, comentou.

O grupo – que dobrou de tamanho no ano passado, com a aquisição do Ponto Frio e das Casas Bahia, passando de um faturamento de R$ 23 bilhões para R$ 50 bilhões – já aparenta ter encontrado a melhor forma de desfrutar o bom momento: R$ 5 bilhões serão investidos nos próximos dois anos.

Sem abrir em quais mercados a maior proporção do montante será injetada, o antigo CFO do grupo, promovido ao cargo de diretor-geral há cerca de três meses, já indicou que a região Nordeste é aquela com mais projeção de crescimento do mercado consumidor.
“Para o varejo a crise não tem impacto muito relevante”, lembrou. E como resultado, Pestana fez uma brincadeira: “diferentemente das demais empresas do varejo, todos os executivos do grupo ganharam bônus [por conta do desempenho do ano passado]. Estamos muito felizes”, continuou.

Muito bom

Para o presidente da IBM, Ricardo Pelegrini, dificilmente este ano não será “muito bom” para empresas de mercados emergentes. Com a expectativa de crescimento de 10% neste ano para o setor de tecnologia – o dobro do previsto para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) – o executivo apontou a necessidade encontrada pelas companhias de comprar soluções que auxiliem no trabalho do departamento financeiro.
“Sentimos que as empresas não estavam preparadas para tomar decisão sobre onde cortar custos. Foi muito parecido com a década de 1980: decide-se por reduzir os gastos em 10% e todos os departamentos da empresa precisam cortar essa proporção”, continuou.

Infraestrutura

Para o CEO da indústria química Rhodia, o atraso do Brasil no setor de infraestrutura é um dos principais norteadores do aumento do investimento em 2010. Impulsionado pela necessidade excedente que será oriunda da Copa do Mundo, a ser realizada no País em 2014, e das Olimpíadas, que ocorrerão em 2016, o poder público e a iniciativa privada voltarão os olhos para esse ponto.
“Não se discute mais se o Brasil vai crescer, mas quanto vamos crescer: 4% ou 6% – o que é uma diferença relevante. Essa diferença depende de diversas decisões políticas e de infraestrutura”, finalizou Fernando Alves, da PricewaterhouseCoopes.

Fonte: FinancialWeb

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