NFe nas nuvens

Aqueles que acreditam que o “cloud computing” ou computação em nuvem ainda está longe do dia-a-dia podem se surpreender: a NFe do Brasil, empresa brasileira do Grupo TBA em operação há apenas um ano, já tem 30% da sua receita proveniente da solução em cloud. Nessa empreitada, a companhia já investiu R$ 15 milhões no desenvolvimento de software, de hardware – HSM (Host Secure Module) – e em parcerias com diversos data center em todo o Brasil.

A computação em nuvem refere-se à oferta de software via internet, na forma de serviços, sem a necessidade de adquirir licenças de programas ou equipamentos caros como computadores com grande capacidade de processamento. Dessa forma, as pequenas e médias companhias, que possuem restrição orçamentária para investir em tecnologia, são as mais beneficiadas pela estratégia. “Com o cloud computing, o poder de processamento sai dos servidores internos para se concentrar em data centers externos. Milhões de pequenas e médias empresas se beneficiarão. Esperamos ajudar a promover uma verdadeira inclusão fiscal”, diz Marco Zanini, diretor-geral da NFe do Brasil.

Em 1º de abril, mais de 200 segmentos e 92 mil estabelecimentos de São Paulo aderiram à nota fiscal eletrônica estipulada pela Secretaria da Fazenda. Isso inclui empresas de todos os tamanhos. Entre elas estão os atacadistas, os fabricantes de cerveja e cigarros, além de frigoríficos, da indústria de cimentos. “Para as pequenas, é muito caro investir em infraestrutura de tecnologia própria e a estratégia de ofertar este serviço no modelo cloud faz todo o sentido”, complementa o executivo.

Com o objetivo de evitar fraudes e melhorar o ambiente competitivo do mercado brasileiro, a obrigatoriedade da substituição da versão em papel pela versão eletrônica da nota fiscal entrou em vigor em abril de 2008. O novo formato permitirá o compartilhamento de documentos entre a Receita Federal e as Secretarias da Fazenda dos Estados e dos Municípios. Segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, desde que entrou em vigor, o projeto de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) já movimentou mais de R$ 29 trilhões e emitiu mais de 860 milhões de notas. Só o Estado de São Paulo concentra 32,3% do total de emissões de notas, além de movimentar mais de R$ 4 trilhões.

Fonte: Portal dos Administradores

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