Cloud computing e mobilidade corporativa são prioridades na Microsoft

Em vista ao Brasil, o presidente da Microsoft, Steve Ballmer, reforçou que a computação em nuvem é, hoje, o melhor caminho para a empresa assegurar rentabilidade no mundo de software. Sem detalhar estratégia, o executivo disse que há, sim, uma estratégia de data centers envolvendo o Brasil.

Ballmer, que participou nesta quarta-feira, 28/04, de uma apresentação do novo Windows Live Messenger para alunos da Universidade de São Paulo, na capital paulista, pregou – ao falar de redes sociais – que modelo da computação em nuvem é uma mudança de paradigma. E não fugiu das perguntas, mesmo as mais delicadas, sobre o tema.

Ao ser indagado por um aluno se a venda de aplicativos em nuvem não afetaria a receita da empresa – focada no licenciamento – Balmmer não hesitou: “O mercado de software é mutável. Quem acha que software é sempre igual, morre. Estamos mudando porque o consumidor, o cliente quer assim”.

Ao falar com os jornalistas sobre computação em nuvem, Ballmmer reiterou que acredita, sim, que hoje, a tecnologia e a oferta de serviços – seja no modelo público – com e-mail e messanger – ou no privado, com aplicações mais corporativas, a grande garantia de receita futura. “Podem escrever essa é a nossa maior oportunidade de fazer dinheiro”, reiterou.

Questionado sobre os planos de montar data centers – capazes de suportar de forma adequada a oferta de serviços por meio da nuvem – no Brasil, Ballmmer e Hernan Rincón, vice-Presidente da Microsoft para a América Latina, garantiram que eles existem e ‘em breve, serão anunciados’. Destacaram, porém, que a meta da MS é a de reduzir a latência – tempo de acesso do aplicativo via rede – para fomentar o uso do modelo.

Já sobre Banda Larga, os executivos foram ‘polidos’. Garantiram que as operadoras de telecom no Brasil têm infraestrutura capazes de suportar os projetos da empresa. E ao falar do Plano Nacional de Banda Larga, Ballmer foi ainda mais político.

Lembrou que, neste momento, vários países, entre eles, os EUA também definem seus rumos na área. “Cada governo sabe qual é a sua diretriz. A unanimidade é que banda larga é infraestrutura de desenvolvimento”.

A mobilidade corporativa também é considerada estratégica para a Microsoft. Ballmer adiantou que a nova versão do Windows Phone – que será lançada até o final do ano pela empresa. “Não há dúvida que trabalhamos nessa linha de levar aplicações corporativas para o dispositivo móvel”, afirmou.

Ballmer veio ao Brasil para formalizar o lançamento da nova versão do Windows Live Messenger, bastante integrada às redes sociais. O país foi escolhido porque é o maior usuário do serviço – 46 milhões, entre os 126 milhões da América Latina, e mais de 320 milhões no mundo.

No seu estilo tradicional, o presidente da MS falou sobre temas considerados polêmicos. Entre elas, o software livre. O estilo ‘bateu, levou’ não existe mais, pelo menos, neste quesito. Ballmer disse que há espaço para todos os sistemas e que é preciso respeitar as diretrizes governamentais, mas que há um grande número de desenvolvedores trabalhando com o Windows, que trabalham bastante para evoluir as aplicações.

Ao final da sua apresentação, o presidente da Microsoft – que destacou o fato de o Brasil ser o terceiro colocado mundial no mercado de computadores, superado apenas por China e EUA – mandou um recado: “Estudem Tecnologia da Informação”. O aviso não poderia vir em melhor hora, uma vez que o país sofre com a falta de mão-de-obra especializada.

Fonte: Convergência Digital

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