Curva de aprendizado

NF-e evolui e traz novos desafios para empresas de todos os portes
Quando o calendário marcar 10 de abril, uma nova leva de empresas do país ingressa definitivamente na era da escrituração digital. A partir dessa data, contribuintes enquadrados em quase duas centenas de códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), referência que passou a vigorar a partir do Protocolo ICMS 42, de 3 de julho de 2009, estarão obrigados a utilizar a Nota Fiscal Eletrônica. Quem não acatar as diretrizes ficará em desacordo com a legislação e com o Fisco, ingressando na ilegalidade.

Desde o projeto- piloto, no final de 2007, a NF-e vem sendo implementada em ondas cada vez mais abrangentes. De cinco ramos de atividade iniciais, em abril de 2008, verificou-se um salto para quase uma centena de segmentos no final de 2009. A curva de aprendizagem desse período promoveu mudanças e aperfeiçoamentos. No quadro evolutivo, um avanço importante é a NF-e de Segunda Geração, com novo layout que incorpora sugestões de usurários, especialistas e profissionais do mercado, interlocutores do governo no esforço de aprimorar a NF-e e os demais subprojetos de SPED – Sistema Público de Escrituração Digital.

Construção Conjunta

“A implementação em ondas vem possibilitando um grande aprendizado. O governo está ouvindo os contribuintes e as software houses, o que permite uma construção conjunta que traz amplos benefícios”, opina Bruno Ogusuko, gerente de desenvolvimento de novas soluções da SAP. A empresa, cujos clientes, respondem por aproximadamente 60% do PIB nacional, desenvolveu um sistema de mensageria capaz de garantir a integridade dos dados na interface entre o ERP e a Secretaria da Fazenda. “Essa é uma questão crucial. Como estamos no projeto do governo desde o início, pudemos desenvolver uma solução segura, compatível com outros ERPs e que consegue reutilizar os investimentos em TI feitos anteriormente.”

É grande a pressão do calendário sobre os novos entrantes obrigados à NF-e. Com a evolução do sistema, mesmo quem já cumpriu o prazo em fases anteriores tem de ficar atento às mudanças. A NF-e 2G, por exemplo, é uma demanda geral. Ela passa a vigorar em abril, e a data-limite para migrar para a nova versão é 30 de setembro. Especialistas acreditam que outras evoluções ainda estão por vir à medida que a escrituração digital ganha proporções, o que pode dar  fôlego a soluções como o SaaS – Software as a Service, portais que oferecem infraestrutura e  serviços para a gestão de todo o processo da Nota Fiscal Eletrônica.

“Serviço é a próxima onda”, acredita Marco Antonio Zanini, diretor-geral da NFe do Brasil, do Grupo TBA. “As empresas estão entendendo que emitir nota fiscal não é seu core business e que há vantagens em contar com uma solução pronta, com contrato de manutenção que dispensa novos investimentos com atualizações.”

Em 2010, cerca de 530 códigos CNAE estão escalonados para fazer a conversão do papel  para o meio digital no primeiro dia dos meses de abril, julho e outubro, havendo uma ressalva de que a lista deverá ser complementada com TODOS os códigos CNAE referentes ao comércio atacadista e à industria. Mais informações em www.nfe.fazenda.gov.br/portal.

Fonte: Revista Exame

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