Adesão de novos setores amplia oportunidades para fornecedores de software

Em vigor desde 2008, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) impressiona pelos números, tanto no que se refere às emissões, quando aos valores que movimenta.

Dados da Secretaria de Fazenda de Estado de São Paulo indicam que até o presente momento foram movimentados mais R$ 29 trilhões, correspondentes a cerca de 860 milhões de emissões em todo o País. São Paulo concentra 32,3% do total de emissões de NF-e, movimentando R$ 4 trilhões.

Os números tendem a crescer a partir de 1º de abril, quando um novo grupo de empresas terá que substituir o documento fiscal em formulário de papel pela versão eletrônica. Estima-se que obrigatoriedade atingirá mais de 200 segmentos e 92 mil estabelecimentos de São Paulo, entre atacadistas, fabricantes de cerveja e de cigarros, frigoríficos, indústria de cimentos, entre outros.

Até o final do ano praticamente todos os setores da atividade econômica terá que migrar para as novas regras. Entretanto, 2010 marca o início da chamada segunda geração da NF-e, com novos campos e novo layout, que exige o refinamento das soluções disponíveis no mercado para geração e validação do documento fiscal.

Esse cenário amplia as oportunidades de negócios das empresas que fornecem as soluções para suprir a demanda dos contribuintes. Entre elas a NFe do Brasil, do grupo TBA, que dispõe de um portfolio de oferta para clientes de todos os portes.

Para os pequenos e médios, por exemplo, que emitem no máximo 1.000 NF-e por mês, a companhia oferece a solução na modalidade de serviço (SaaS). O cliente paga conforme o volume de emissões mensais, explica Marco Antônio Zanini, diretor-geral da NFe do Brasil.

Já os grandes emissores devem avaliar outras opções, como a instalação do software em seu ambiente, recomenda o executivo. Segundo ele, além da solução, a NFe do Brasil presta serviço de análise tributária, que permite validar a totalidade das informações dos documentos fiscais e contábeis eletrônicos antes do envio ao Fisco. “Nós oferecemos um serviço que pode evitar multas por erros no conteúdo das informações transmitidas à Receita Federal, melhora e otimiza processos, monitora os riscos tributários nos negócios”, explica Zanini.

Na segunda geração da NF-e, as soluções permitirão o cruzamento e conferência das informações com o objetivo de registrar tudo o que ocorre durante o ciclo de vida do documento fiscal. Por meio deste sistema serão evitadas antigas práticas de emissão de uma nota para um local com uma alíquota mais baixa do que a do destino real da mercadoria.

Na avaliação de Zanini, os contribuintes ainda têm muitas dúvidas sobre a NF-e, que abrangem desde a seleção da solução mais adequada para suprir suas necessidades até dificuldades no preenchimento dos documentos e armazenamento das notas emitidas.

Segundo ele, existe também o questionamento do que muda com o novo formado da NF-e, quem deve emitir e como aderir às novas regras. “As empresas que já utilizam a NF-e terão até o dia 30 de setembro para se adequar à NF-e 2G. Caso contrário, a partir de 1º de outubro as notas emitidas não serão mais aceitas pelas Secretarias de Fazenda”, observa Zanini.

Fonte: TI Inside

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