O ano de 2010 e a corrida para as adequações fiscais

Gestores não devem pensar apenas em eficiência. Devem pensar de forma macro, colocando a equalização fiscal como meta prioritária

Se, por um lado o ano de 2010 promete ser aquecido no mercado de TI/A (Tecnologia da Informação e Automação), com promessas de novas fusões e incorporações, grandes negócios e grandes volumes de vendas, também teremos mais um ano em que empresas de vários setores serão obrigadas a se adequar a novidades fiscais promovidas pelo governo.

Somente com a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), teremos uma avalanche de novidades: abril, julho e outubro teremos mais setores empresariais com obrigatoriedade vencida. A partir de dezembro de 2010, todas as empresas serão obrigadas a emitir NF-e (em âmbito nacional), com excessão das Notas Fiscais Eletrônicas de Serviço, que continuam (não sei até quando, pois tudo está mudando muito rapidamente) regulamentadas pelas prefeituras e cada uma terá seu prazo de obrigatoriedade estabelecido pela mesma.

Também em 2010, veremos a corrida de algumas empresas para adequação às regras do IFRS, padrão internacional para demonstrações contábeis empresariais criado em 2005 e já implantando em mercados como Europa e Estados Unidos. Em uma primeira fase, apenas empresas de capital aberto serão obrigadas a aderir ao novo sistema no Brasil, devendo entregar em 2011 declaração padronizada no novo modelo baseada na movimentação ocorrida no ano de 2010.

Entretanto, empresas de pequeno e médio portes poderão optar por aderir ao novo modelo. Dentre as vantagens, está a possibilidade de receberem investimentos estrangeiros de forma mais rápida e com mais transparência, representando uma segurança para os investidores e sinônimo de grandes negócios para nossos empresários.

Estas novas implementações visam a equalização do mercado, tornando a concorrência mais justa, além de representarem um show de oportunidades para venda de software e serviços para os setores fiscais e tributários, o que torna 2010 ainda mais interessante.

Os gestores não devem pensar apenas em eficiência daqui para frente. Devem pensar de forma mais macro, colocando a equalização fiscal como uma de suas metas prioritárias. Se tiverem cuidado no planejamento e entenderem que estas medidas podem representar uma excelente oportunidade de crescimento e negócios, criarão a base para um 2011, 2012, 2013 e 2014 fantásticos.

 
FONTE: Reseller Web –  Postado por Vitor Peixoto

 

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