CIOs otimistas, mas cautelosos

Apesar de a crise econômica global estar em seu término, segundo especialistas econômicos, foi o tempo em que o orçamento de TI era revisado anualmente. Antes mesmo do solavanco econômico, já se comprava tecnologia com mais cuidado nos gastos.

Com a exigência de reduzir gastos, a Accenture avalia que os CIOs priorizaram em 2009 a redução de custos operacionais e isso ainda será uma prioridade em 2010. “No geral, os CIOs estão otimistas, mas cautelosos”, reflete Ricardo Chisman, diretor da área de tecnologia da informação da consultoria Accenture.

De acordo com a consultoria, em 2010 as áreas que mais investirão em TI serão os setores de consumo, bens duráveis e não duráveis, serviços financeiros, varejo, setor automotivo e infraestrutura. Entretanto, de maneira geral, o budget em todos os setores será mantido.

Além disso, pela prioridade em investir mais em eficiência operacional, as tecnologias que contribuem para esse movimento são cloud computing, colaboração e mobilidade. “Claro, o BI. Essa tendência está na lista dos CIOs há cinco anos e continuará. Existe um apelo forte do lado dos CEOs e os diretores de TI ainda não conseguiram implementar da melhor maneira para o negócio”, comenta Chisman.

Fora da crise

Algumas empresas, como a Accenture, tiveram um bom resultado em 2009 em decorrência de vários fatores. Para Roger Ingold, presidente da subsidiária brasileira da Accenture, a participação da empresa em projetos de fusões e aquisições foi uma das alavancas de crescimento no País. Outro fator que contribuiu para o crescimento foi a vertical governo.

“Apesar de a operação ser pequena ainda, alcançamos 400%. Por isso, estamos reforçando o time e investimentos”, declara. A companhia pretende entrar em projetos do PAC por meio de parceiros, a exemplo do Projeto Nova Luz, no Centro de São Paulo, em que já participa de licitação.

“Estamos de olho em oportunidades por meio de parceiros que atuam na cadeia de projetos do PAC”, informa Antonio Carlos Ramos, responsável pelo Governo.

Fonte: Paula Zaidan – Decision Report

 

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