SPED Fiscal Menos gastos com Contabilidade

A Receita Federal está modernizando seus sistemas para evitar a sonegação fiscal. Até janeiro do próximo ano, 29.643 estabelecimentos em todo o Brasil, inclusive alguns super e hipermercados, devem se adequar à Escrituração Fiscal Digital (EFD). Com o novo programa, todas as informações de interesse dos Fiscos (federal, estadual e municipal) serão armazenadas em um arquivo eletrônico, o chamado Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Esse sistema utilizará uma certificação para assinatura dos documentos eletrônicos que passarão por uma validação – Programa Validador e Assinador – e poderá ser obtido por download gratuito no site da Receita Federal (http://www.receita.fazenda.gov.br/). Sem essa validação, os arquivos não serão aceitos pela Receita.

Para os supermercados que possuem escrita fiscal e contabilidade próprias, essa informatização reduzirá em mais da metade os gastos com papéis, uma vez que não será mais necessário imprimir ou conservar os livros fiscais por cinco anos, como ainda ocorre. O sistema também elimina a possibilidade de erros na documentação dos dados fiscais, evitando problemas com os Fiscos. “Graças a essa otimização, será possível fiscalizar os contribuintes a distância e de maneira eficiente. A tendência é de que as fraudes, aos poucos, sejam eliminadas”, explica João Marcos Winand, diretor adjunto da Diretoria Executiva da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Entre os livros que irão para os arquivos eletrônicos estão: os de registro de entradas, de saídas, de apuração de ICMS, registro de apuração de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de inventário.

No caso dos supermercados com serviço fiscal terceirizado, cabe à empresa contratada modificar seus sistemas.
A rede catarinense Giassi está na lista dos contribuintes que devem se adaptar à EFD até janeiro. Segundo João Batista Freitas, responsável pela gestão fiscal das nove lojas, a contabilidade própria da Giassi já está pronta para a adaptação. “Mesmo se não fôssemos convocados, iríamos nos integrar ao sistema. Afinal, ele nos permitirá gerenciar melhor as lojas. Teremos dados mais precisos da margem de lucro de cada departamento. A expectativa é de que, em médio prazo, a EFD nos ajude a diminuir gastos e a lucrar mais”, afirma Freitas.

Fonte:  Rodrigo Portieri

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